A Prefeitura de Vespasiano, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu uma caminhada em apoio à Luta Antimanicomial, movimento lembrado nacionalmente em 18 de maio e que defende o cuidado em liberdade para pessoas com sofrimento mental. A mobilização teve como tema “Trancar não é tratar. Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo!”.
Realizada no dia 15 de maio, a caminhada saiu em frente à Secretaria de Saúde e seguiu até a Feira Pequim, no centro da cidade. No local de chegada, participantes participaram de um momento de confraternização e conscientização sobre saúde mental, inclusão social e combate à exclusão.
O ato reuniu autoridades municipais, profissionais da rede de atenção psicossocial, servidores da saúde e representantes de outros municípios. Estiveram presentes o prefeito Zé Wilson, o vice-prefeito Filipe Caldeira, os vereadores Cláudio Eudes, Tia Ju e Andres Vercesi, além do secretário municipal de Saúde, Marcelo Alcântara.
Defesa do cuidado em liberdade
A mobilização buscou reforçar a importância de políticas públicas voltadas ao atendimento humanizado e ao respeito aos direitos das pessoas em sofrimento mental. A participação de equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) destacou o papel dos serviços públicos no acompanhamento e acolhimento da população.
Ao ocupar as ruas da cidade, a caminhada levou ao espaço público a discussão sobre saúde mental e inclusão, defendendo alternativas ao isolamento e à exclusão social historicamente associados ao tratamento psiquiátrico.
Integração entre serviços e comunidade
A escolha do trajeto, ligando um órgão público de saúde a um espaço de convivência popular, também teve significado simbólico para os organizadores. A proposta foi aproximar os serviços de saúde da população e ampliar o diálogo sobre o tema no cotidiano da cidade.
Segundo a prefeitura, a mobilização reforçou o compromisso do município com uma política de saúde mental baseada no acolhimento, na diversidade e na convivência comunitária. A presença de representantes de outras cidades também ampliou o alcance institucional da iniciativa e evidenciou que a defesa do cuidado em liberdade ultrapassa os limites municipais.